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BIOGRAFIA - John Herbert

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BIOGRAFIA - John Herbert

Mensagem por Vânia em Qui 27 Jan 2011 - 6:25


A história de John Herbert começou a se formar em Hamburgo, Alemanha, de onde é toda a sua família. O primeiro a vir para o Brasil foi o seu avô paterno, Paul Adolf Buckup. Acompanhado de sua mulher, Ernestina, carioca descendente de alemães e franceses, ele se instalou em Santos, São Paulo, representando uma firma alemã. Na cidade portuária paulista nasceu o pai do ator, Hans Buckup, em 1902.

Com apenas dois anos de idade, o pai de John Herbert voltou com os pais para Hamburgo, onde foi criado, e conheceu a mãe do ator: Kitty, filha de Katie Schmidt, inglesa de Londres, e de Werner Schmidt, natural de Hamburgo. Na Alemanha, Hans casou-se com Kitty, mas, aos 26 anos, decidiu voltar para o país em que nascera: o Brasil.


Juntamente com o pai, Hans veio para São Paulo trabalhar como comerciante, confirmando a tradição da família de se dedicar à atividade típica de Hamburgo, cidade também portuária. O primeiro filho foi John Herbert, nascido no Hospital Oswaldo Cruz, no dia 17 de maio de 1929. Dois anos depois, o casal tem Achim. Ursula, a caçula e única menina da família, nasceu em 1934. A família sempre morou no bairro Jardim Europa, na capital paulista.

Em 1935, aos 6 anos de idade, John Herbert entrou na Escola Olinda Schule, que mais tarde, por causa da Segunda Guerra Mundial, recebeu o nome de Visconde de Porto Seguro, mantido até os dias de hoje. No colégio alemão, o ator recebeu uma educação baseada nos costumes do país dos seus antecedentes. Aprendeu a falar alemão muito cedo, língua com a qual se comunicava com a família.

"O que cortou um pouco a educação estritamente alemã foi eu ter entrado no Esporte Clube Pinheiros", relembra John Herbert, que passou a freqüentar o clube em 1939, mantendo o costume até os dias de hoje.

Lá ele descobriu o amor pelos esportes, em especial pela natação. O que poderia ter sido apenas um hobby ganhou proporções maiores: em 1945, John tornou-se campeão paulista dos 1500 metros, título conquistado um ano antes por João Havelange. "Tive muito sucesso no esporte e cheguei a jogar também pólo aquático", conta.

No último ano da escola, John Herbert teve que fazer o ginásio em um ano, para adaptar o currículo alemão às atuais exigências brasileiras. Naquela época, ele já começava a pensar na profissão que gostaria de seguir. O menino que sonhava em ser médico foi alertado pelos pais que "não tinha nenhum médico na família". Paralelo às dúvidas sobre a carreira, John Herbert cultivava o amor pelo jazz e pelo cinema, o que o aproximava lentamente da vida artística.

Em 1947, John começou a freqüentar a Cinemateca do Museu de Arte Moderna de São Paulo. "Lá foi formada a chamada Turma da Praça, que passou a ser freqüentada por Manoel Carlos, Antunes Filho, Flávio Rangel... A gente ficava discutindo teatro e cinema, o que intensificou o meu interesse", explica.

O estudo de Direito começou em 1949, na Faculdade do Largo São Francisco. "Cursei já com o interesse pela vida artística e pela natação", conta. Um ano depois, foi criado o Centro de Estudos Cinematográficos, comandado por Ruggero Jacobbi, teórico de cinema e teatro. Dentre os professores deste Centro havia José Renato Pecora que idealizou e montou a célula inicial do primeiro teatro de arena da América Latina, junto com John Herbert, Sérgio Britto, Monah Delaci, Renata Blaustein, e inaugurado em 1952.

Em 1954, John Herbert tornava-se bacharel em Direito, com o coração já totalmente dividido pelas duas carreiras. "Para dar uma satisfação para mim mesmo e para a minha família, eu fiz, durante alguns meses, um estágio em um escritório, mas nunca deixei de freqüentar a Cinemateca", recorda-se.

Um ano antes, ainda estudando Direito, ele fez um teste e foi aprovado na Companhia Cinematográfica Vera Cruz para o filme Uma Pulga na Balança, lançado em abril de 1953. O cinema sempre foi a preferida entre as três atividades que corriam paralelas: cinema, televisão e teatro.

No início dos anos 50, John Herbert conheceu Eva Wilma, a Vivinha, que estava ensaiando numa sala do Teatro Municipal de São Paulo com um grupo de balé, ao qual participava. Naquela ocasião todos os alunos da Faculdade de Direito seriam figurantes de Apassionata, da Vera Cruz, que estava sendo filmado naquele teatro.

A imagem do casal foi fortemente marcada no imaginário popular a partir de 1954, com a série Alô Doçura, escrita por Cassiano Gabus Mendes, e exibida durante dez anos ininterruptos. A princípio, o galã seria interpretado por Mário Sérgio, ator da Vera Cruz. Com a desistência de Mário Sérgio, John Herbert foi convidado pelo autor para assumir o personagem. No início, durante seis anos, o programa era uma espécie de teatro na televisão, só depois passando a ser gravado.

Em 1955 John Herbert e Eva Wilma casaram-se em São Paulo. Com ela teve dois filhos, Vivien, nascida em 1956, coreógrafa e diretora de teatro, e John Herbert Junior, nascido em 1958, músico e designer gráfico. O casamento acabou em 1976 mas até hoje os dois mantém contato com freqüência.

Nos anos sessenta, John Herbert começou a produzir para o teatro. Uma das "descobertas" como produtor foi a atriz Regina Duarte, que estreou em Black-Out, de 1967. Ele também assinou a produção de A Cozinha, de 1968, Os Rapazes da Banda, de 1970, entre outras.

Em 1975 estreiou como diretor de cinema, tendo dirigido um episódio do filme Cada Um Dá O Que Tem. Em 1980 dirigiu seu primeiro longa metragem, Ariella, que foi um grande sucesso.

Em 1980 John Herbert foi para o Rio de Janeiro onde iniciou sua carreira na TV Globo, passando a fazer novelas e minisséries, no entanto, sempre morou oficialmente em São Paulo.

Nos anos 80, ele atuou e dirigiu o programa semanal Casal 80, na Bandeirantes. Nesta última década, ele interpretou dois personagens de destaque, em Malhação. Em 1995, quando estreiou a sitcom e por três anos, ele viveu o Nabucodonosor, e em 2005 o Horácio, um artista plástico. "Era muito bom o convívio com os atores jovens. Eu ensinava e aprendia muito com eles."

Mais recentemente atuou em Esperança, como Jonathan, um comerciante judeu alemão, e em Cabocla, fazendo seu primeiro personagem como padre.

Em 2001, participou como jurado de teatro em Americana e Avaré, no projeto "Mapa Cultural Paulista/2001", desenvolvido pelo Departamento de Atividades Regionais da Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Em 2003, no Festival de Cinema de Gramado - RS, foi Presidente do Júri.

Em 2004, Lança a Biografia e Obra: John Herbert-um gentleman no palco e na vida, por Neusa Barbosa, Coleção Aplauso da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com coordenação geral de Rubens Ewald Filho.

Nos últimos dois anos, fez sua estréia tanto como diretor de teatro, no teleteatro O Defeito De Família, na Cultura, como no cinema de curta metragem, como ator, no filme Do Mundo Não Se Leva Nada.

Em 2006, foi conferido ao John Herbert durante o XVI Festival de Cinema de Natal - RN, o Prêmio Tributo, pelo conjunto de suas atuações no cinema e na telenovela brasileira.

Em 2007, no FestCine Goiânia, ele foi homenageado com o Troféu Goiânia Especial, pelo conjunto de suas obras no cinema brasileiro.

Em 20 de maio de 1978, casou-se com Claudia Librach, fisioterapeuta e atriz, com quem tem dois filhos: Ricardo nascido em 1979, empresário da área de eventos e Eduardo, nascido em 1983, administrador de empresas, que também atua na área de eventos. O casal se conheceu numa balada, em São Paulo. Ambos estavam acompanhados, mas, segundo John, foi amor à primeira vista e ele fez questão de pedir o telefone da Claudia que na época, não tinha nenhuma ligação com a classe artística.

O casamento aconteceu em Nova York. Anos depois, o casal voltou com os filhos para mostrar o local da cerimônia.

John Herbert tem cinco netos: Miguel e Mateus, de 24 e 19 anos, filhos de Vivien; Gabriela, Francisco de 22 e 9 anos, e Vitorio com 3 anos, filhos de John Herbert Júnior.

Terra/ Terra

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Quando você se sentir sozinho, pegue o seu lápis e escreva. No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto. Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro. Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo. E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite, tanto, tanto, tanto… até que amanheça.

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