Últimos assuntos
» Nossos Filhos nos Acusarão (legendado)
Dom 14 Abr 2013 - 14:16 por jerry

» UMA FAZENDA PARA O FUTURO
Qui 4 Abr 2013 - 20:30 por jerry

» Muito Além do Peso (2012)
Sab 16 Mar 2013 - 22:11 por jerry

» Quem se Importa (2012)
Seg 4 Fev 2013 - 22:52 por jerry

» Luto em Luta (2012)
Ter 22 Jan 2013 - 20:35 por jerry

»  The Suicide Tourist (2007)
Dom 15 Jul 2012 - 23:28 por jerry

» There's no Tomorrow
Sab 5 Maio 2012 - 22:47 por jerry

Votação

Para os que possuem TVs pagas: Você já aderiu ao sistema HD?

27% 27% [ 128 ]
23% 23% [ 107 ]
14% 14% [ 64 ]
25% 25% [ 116 ]
12% 12% [ 57 ]

Total dos votos : 472


Rebelião em presídio mata 14 em São Luís

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Ir em baixo

Rebelião em presídio mata 14 em São Luís

Mensagem por Vânia em Ter 9 Nov 2010 - 12:32

Rixa entre presos da capital e do interior levou ao início do conflito. Cenário de terror incluiu corpos decapitados e execuções sumárias

Daniel Fernandes
Ronald Robson


Publicação: 09/11/2010 08:36

São Luís (MA) — Três cabeças de presos decapitados não deixavam negar o terror que se instalou durante a rebelião que se iniciou na manhã de ontem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, no Maranhão. Além desses, um monitor foi baleado e sete pessoas foram feitas reféns. O saldo divulgado pela Polícia Militar até o início da noite de ontem contava 14 mortos. Desses, nove corpos foram liberados pelos rebelados para o Instituto Médico Legal (IML). Mas informações preliminares da polícia sinalizaram mais cinco corpos ainda não liberados até o fechamento desta edição.

O motivo principal da rebelião seria rixa entre presos da capital e de municípios da baixada maranhense. Os rebelados exigiram a retirada ou a separação dos presos de municípios do interior e de São Luís. Outras exigências dos presos foram a substituição do diretor-geral da penitenciária, Luís Henrique Sena de Freitas, e da adequação do abastecimento de água para o presídio, que seria falho.

O negociador oficial da Polícia Militar, major Luiz Eduardo Vaz, declarou interrompida a negociação ao fim do dia. Segundo ele, sem a luz, os presos não se sentem confiantes para negociar, temendo atentados contra sua vida. As negociações pelo lado dos detentos estavam sendo feitas por detidos conhecidos como Rony Boy, Cerec e Diferente, cujos nomes verdadeiros não foram divulgados. Ainda no fim da tarde, o negociador tentou a libertação de um dos monitores feitos reféns em troca de alimentação para um dos pavilhões de presos. Segundo ele, esse monitor que seria libertado toma remédios controlados para o coração. Os nomes dos reféns também não foram divulgados.

Por volta das 9h, um dos monitores do presídio abriu uma cela especial (a de “castigo”, como a chamam) para levar um dos detentos para o pátio. Este tomou a arma do agente, desferindo-lhe um tiro nas costas e outro em uma das pernas. Ali se iniciou a rebelião, que prosseguiu pavilhão adentro com execuções, ameaças e depredação do edifício. De pronto, outros quatro monitores foram feitos reféns, bem como duas mulheres de presos que, no momento, lhes faziam visitas.

Por volta das 11h, o negociador Luís Eduardo Vaz tomou a frente dos diálogos perante os presos. Deu-se o primeiro avanço: o monitor baleado, Raimundo de Jesus Coelho (o Dico), foi liberado e encaminhado para o Hospital São Domingos, onde até o fim da tarde de ontem permanecia em estado grave, porém estável. O policial teve de passar por cirurgias para a retirada das balas.

O governo do estado divulgou nota dizendo que “acompanha, desde o primeiro momento da rebelião, as negociações entre os rebelados e representantes da Secretaria de Segurança, da Secretaria dos Direitos Humanos, do Judiciário e do Ministério Público. Sabe-se que há um estado de tensão permanente entre facções de presos e que somou-se a isso o evento em que um agente penitenciário acabou dominado por um grupo que se apossou de sua arma para dar início à rebelião”.

Correio Brasiliense

_________________
Quando você se sentir sozinho, pegue o seu lápis e escreva. No degrau de uma escada, à beira de uma janela, no chão do seu quarto. Escreva no ar, com o dedo na água, na parede que separa o olhar vazio do outro. Recolha a lágrima a tempo, antes que ela atravesse o sorriso e vá pingar pelo queixo. E quando a ponta dos dedos estiverem úmidas, pegue as palavras que lhe fizeram companhia e comece a lavar o escuro da noite, tanto, tanto, tanto… até que amanheça.

Rita Apoena
avatar
Vânia
Administradora

Feminino Mensagens : 4027
Data de inscrição : 07/04/2009
Idade : 53
Localização : São Paulo

http://visaoemfoco.blogspot.com/

Voltar ao Topo Ir em baixo

Ver o tópico anterior Ver o tópico seguinte Voltar ao Topo

- Tópicos similares

 
Permissão deste fórum:
Você não pode responder aos tópicos neste fórum