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Atirador do shopping Morumbi revela "frieza" em cartas a travesti

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Atirador do shopping Morumbi revela "frieza" em cartas a travesti

Mensagem por Paulo em Dom 24 Out 2010 - 9:16

Enquanto cumpria pena em SP pelo assassinato de três pessoas num cinema do shopping Morumbi, Mateus da Costa Meira trocou 49 cartas com a travesti Alcione Carvalho. Entre maio de 2001 e outubro de 2003, revelou, no papel, frieza, inteligência e poder de manipulação.
Nas raras vezes em que trata do tema, banaliza o massacre contra a plateia indefesa, que lhe rendeu pena de 120 anos. "Se eu fizer uma bomba com explosivo plástico e implodir um shopping, eles vão continuar me achando normal", escreveu em 2001.

"Mostrei cópia das cartas, mas meu cliente diz que não se recorda de nada", diz Vivaldo Amaral, seu advogado. A pedido da Folha, o perito José Gonzalez analisou a grafia das cartas. Comparou-as ao manuscrito de Mateus anexado ao processo no STJ.

"Pela análise da gênese gráfica do autor, que é a digital da letra, as cartas foram escritas por Mateus", afirma. Mateus temia que a correspondência viesse a público.

Em 2002, pede: "Queime tudo: carta, bilhete, foto, receita, jornal, dinossauro, qualquer coisa escrita que se refere a mim." Alcione não acatou. "As cartas me pertencem. Ele queria destruí-las por mostrar como é perigoso." Parou de se corresponder por medo. "Temia que mandasse me matar", diz. Eles se conheceram oito semanas antes do crime. "Fui com uma amiga à Santa Casa, nos encontramos e trocamos telefones", diz Alcione.

A travesti testemunhou um período conturbado na vida do estudante, agravado pelo consumo de drogas. "Ele estava na farinha [cocaína]. Já não falava coisa com coisa. Sempre achava que tinha alguém atrás dele."

Alcione soube do crime pela TV. "Escrevi para entender. Mas ele é frio, arrogante e na loucura pode fazer mal a muita gente, mesmo preso." Depois de agredir com uma tesourinha um espanhol com quem dividia a cela, Mateus foi transferido para o hospital de custódia de Salvador. Para evitar que seja levado a novo júri popular, a defesa solicitou outro exame de insanidade mental. "Mateus tem graves transtornos mentais, e como tal é inimputável e deve ser submetido a tratamento", diz o advogado.

Sérgio Rigonatti --um dos psiquiatras que assinam o laudo no qual o atirador foi considerado imputável-- afirma que o fato de ele ter um transtorno de personalidade não o exime de responsabilidade. "Ele sabe diferenciar o certo e o errado."

A Folha comprovou a autenticidade das 49 cartas enviadas por Mateus da Costa Meira, o atirador do shopping Morumbi, para o travesti Alcione Carvalho, entre 2001 e 2003, a partir de três presídios de São Paulo.

Veja detalhes da perícia nas cartas

O material foi submetido a uma perícia grafotécnica, que resultou em um laudo de 21 páginas preparado pelo laboratório Peritagem Criminal a pedido da reportagem. No laudo, o perito judicial José Gonzalez analisou a grafia das cartas recebidas por Alcione, comparando-a a um manuscrito de Mateus anexado ao processo do massacre do shopping, que atualmente está no Superior Tribunal de Justiça para julgamento de um recurso.

"Pela análise da gênese gráfica do autor, que é a digital da letra da pessoa, as cartas foram escritas por Mateus", atesta Gonzalez. Os traços mais característicos da escrita de Mateus são os números 2 e 0, além das letras E, L e T. "A grafia também sugere uma idade gráfica senil, de alguém instável emocionalmente ou sob efeito de droga."

Na perícia, foi comparada uma correspondência padrão (carta de Mateus enviada ao juiz) e outra questionada (no caso as cartas enviadas a Alcione Carvalho), que tiveram, assim, sua autenticidade comprovada pelo estudo.

Folha
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